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HISTÓRIA
 

Muito perto da margem esquerda do rio Sabor (quatro quilómetros), Valverde dista dez quilómetros da vila de Mogadouro. Num dos pontos mais afastados da sede do concelho, quase no limite com o de Alfândega da Fé, é atravessada pela estrada municipal número 593 e tem uma extensão de 2397 hectares, que corresponde a 3,16% do total do concelho.

A sua origem toponímica é claramente topográfica. Valverde é o pequeno vale, muito verdejante, de um ribeiro que passa na povoação e termina para sudoeste, num afluente do rio Sabor. Valverde fez parte da comenda hospitalária de Santa Maria do
Castelo. Compõe-se dos lugares de Roca, Santo André, Souto e Valverde.

Em relação à fundação da freguesia, corre entre a população, ainda hoje, uma lenda curiosa e plena de significado religioso. Refere o abade de Baçal: “Quilómetro e meio a noroeste da aldeia de Castelo Branco, concelho do Mogadouro, no sítio chamado Cabeço dos Mouros, onde têm aparecido moedas e várias antigualhas, logo inutilizadas pelo vulgo insano, mas bastantes para demonstrar que ali houve povoado arcaico, está situada a capela da Senhora da Vila Velha, como o povo lhe chama, santuário de certo renome que talvez cristianize as ruínas do castro luso-romano ali existente, a julgar pelo espólio encontrado.

A lenda, como sucede em todas as ruínas de civilizações extintas, poetizou-as. Assim, segundo ela, os povos de Alfândega da Fé, vinte e cinco quilómetros distantes, vinham ouvir missa à capela da Senhora da Vila Velha, e, como a viagem era longa, descansavam e comiam as merendas num ameno vale, onde depois alguns dos devotos estabeleceram residência, dando-se assim origem a actual povoação de Valverde, Concelho de Mogadouro. (...)

Nos primeiros tempos da sua história, existiu em Valverde vida castreja. A posição topográfica da freguesia, perto de altas e declivosas cumeadas, proporcionaram a essas primitivas populações os meios de defesa indispensáveis à sua fixação no local. Um desses cumes chama-se Fraga da Serra, a sul da povoação, e aí terá existido muito provavelmente um castro, do qual hoje não há informações. Noutro local, conhecido como o Cabeço do Castelo, existem ruínas, fossos e restos de muros que também deviam ser provenientes de um castro.

A seguir à Reconquista Cristã, o território começou a ser repovoado através da instituição de casais. Desse período remoto, ficam as notícias de A. A. de Almeida Fernandes: "Dada a falta de notícias com que luta ainda no século Xlll o território do actual Concelho de Mogadouro, nada se Sabe dos inícios da povoação de Valverde. Sendo esta, porém, das poucas que nesta parte do Concelho existem, e estendendo-se por aqui, no século Xl ainda, um dos “pagi" cuja cristianização foi distribuída a Sé bracarense então, é de crer que neste lugar existisse alguma população, tratando-se de algum "villar” desse "pagus" (Aliste??)"

Valverde pertenceu ao termo de Santa Maria de Castelo Branco, então uma notável e desenvolvida comenda hospitalária, desde que o rei D. Sancho I doou o castelo de Mogadouro e o de Penas Róias à Ordem do Hospital. Mesmo depois da desejada independência administrativa, a nível eclesiástico o cura continuou a ser apresentado, com uma renda de oito mil réis, pelo abade de Castelo Branco. Passou posteriormente a vigairiaria. A freguesia é mencionada na carta de foral concedida por D. Manuel à Bemposta, em 4 de Maio de 1512.

O grande sentimento de religiosidade da população de Valverde está bem patente através dos seus principais cultos. Tanto S. Sebastião, o orago da freguesia, como Santo André, eram aqui venerados desde a Idade Média. Mais um exemplo da sua religiosidade, é-nos dado através do património edificado. Acima de tudo, está a igreja matriz, que inicialmente foi apenas uma capela, transformando-se na sede da paróquia a partir do século XVI, a capela de Santo André localizada em local afastado já da povoação, numa vertente do rio Sabor.

Referência ainda para as capelas de Santo Apolinário, Divino Espírito Santo e S. Francisco. No centro da freguesia, existe um fontanário público, do tipo mergulho, muito interessante, e no seu extremo um marco geodésico de delimitação com a povoação vizinha.


 

 

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